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07/04/2011 11:33

07/04/2011 - SAÚDE - CUIDE DESSE BEM - É possível se alimentar bem, mesmo com a correria do dia a dia!

É na metade da tarde que cometemos um dos grandes “crimes” contra nós mesmos: abrimos a gaveta e “matamos” aquele pacote de bolacha ou uma suculenta barra de chocolate. Quem passa o dia todo no trabalho, já deve ter cometido esse “delito” pelo menos uma vez na vida (ou muitas). Mas é possível conciliar a rotina agitada do dia a dia com uma alimentação adequada, balanceada e rica em nutrientes?
Os especialistas afirmam que sim!

“É possível comer bem, mas isso requer uma decisão, uma escolha: ‘eu decido cuidar de mim!’”, explica a presidente do Conselho Regional de Nutricionistas do Paraná, Lili Purim Miehues.
Após tomar a decisão, a nutricionista orienta que a pessoa planeje um cardápio saudável, porém prático. “É preciso ser realista, não perder tempo preparando coisas difíceis. Faça um sanduíche caseiro, uma vitamina, leve uma ou duas frutas, ou mesmo o suco da fruta, para o trabalho”, orienta.

Lili Purim recomenda que as pessoas providenciem uma bolsa e uma garrafa térmicas para transportar os alimentos, que conservem a comida em geladeira, caso possível, e que busquem a criatividade para se alimentarem de forma saudável no trabalho: “Os colegas podem se organizar. Por exemplo: cada dia uma pessoa leva um lanche. Ela terá de se preocupar com a alimentação apenas um dia na semana, mas vai comer de forma adequada todos os dias”, sugere.
A nutricionista também defende que mesmo quem almoça fora de casa consegue adotar um cardápio mais saudável: “os buffets por quilo são uma ótima opção. Oferecem uma grande variedade de saladas, carnes e grãos. Seja aventureiro! Experimente novos sabores. As cores dos alimentos trazem vitaminas e sais minerais diferentes”, explica.

Almoço ideal – o médico nutrólogo Máximo Asinelli ensina que a refeição deve se dar em etapas. Ele criou uma classificação divertida para recomendar aos seus pacientes:

- “Prato da Obrigação”, composto por saladas, alimentos chamados de reguladores. Este grupo é rico em vitaminas e minerais e serve para regular o intestino e a secreção das glândulas. Deste prato, abuse. O indicado é comer um prato cheio de salada por refeição.
- “Prato da Diversão”, das carnes, formado pelos alimentos construtores. Rico em proteínas, que ajudam na regeneração do corpo e são responsáveis pelo crescimento. Neste, modere. A quantidade ideal é a equivalente à metade de um prato.
- “Prato da Satisfação”, dos carboidratos, alimentos energéticos. São os responsáveis pela sensação de satisfação e pelo acúmulo de gorduras, que propiciam energia ao corpo. A medida de um pires é a quantidade que se deve consumir destes alimentos.

Cardápio - O médico também ensina quais alimentos devem compor uma refeição saudável:

- Entrada (“prato da obrigação”) – salada variada e colorida. Utilizar de três a sete tipos de verduras e legumes de cores diferentes, pois cada cor possui um nutriente específico. Pode-se incrementar o prato também com algumas frutas como a manga e a melancia. Tempere a salada com azeite de oliva, que ajuda a combater o colesterol.

- Primeiro prato (“prato da diversão”) – carnes, de preferência as magras. Pode conter carne de peixe, de frango (preferencialmente a branca), suína e inclusive a vermelha. O médico observa que a carne suína magra é mais saudável que a vermelha. Segundo ele, outras opções para suprir a necessidade diária de proteína são os ovos, a proteína de soja, o tofu e a sopa de missôshiro.

- Segundo prato (“prato da obrigação”) – escolha para cada dia um tipo de alimento rico em carboidratos, como purê de batatas, arroz, aipim, macarrão. Utilize preferencialmente massa integral ou grano duro e muito cuidado com os molhos para acompanhá-las. Prefira o molho vermelho, alho e óleo, bolonhesa e evite os brancos, muito gordurosos.
Asinelli ainda sugere como sobremesa frutas da época e, para encerrar a refeição, chá quente, que facilita a digestão, limpando as gorduras do organismo. Ele também recomenda a ingestão de, pelo menos, dois litros de água ou chá por dia e que se evite sucos de caixinha e refrigerantes, mas faz um alerta: “mesmo com uma dieta saudável, quem come em exagero pode engordar!”, afirma.

Balança X Alimentação - A nutricionista Lili Purim faz um cálculo interessante, 100 calorias a mais de qualquer alimento, mesmo no caso das barras de cereais, representam ao final de um ano um aumento de peso de 5kg. E, segundo ela, a bebida alcoólica é muito prejudicial para quem não pretende engordar. “A proteína fornece 4 quilocalorias (Kcal) por grama (gr) consumida; o carboidrato, 4 Kcal/gr e a gordura 9 Kcal/gr. Já o álcool, fornece 7 kcal/gr mas com dois detalhes, é cem por cento absorvido e não contribui com nutriente algum para o organismo! Ou seja, é o grande responsável pela “barriguinha”.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade no país, tanto infantil quanto adulta, já é uma questão de saúde pública. O ganho de peso acontece por três motivos: metabolismo, genética e, principalmente, comportamento. O excesso de peso é uma preocupação, pois pode causar problemas respiratórios, cardiovasculares, distúrbios hormonais, diabetes, entre outras enfermidades.

Regimes - A coordenadora do curso de nutrição da PUC-PR, Louise Saliba, alerta para os perigos de dietas exageradas, com o objetivo de emagrecer: “muitas pessoas têm pressa em perder peso, principalmente as mulheres, quando chega o verão. E sem o acompanhamento de profissional, isso pode ser perigoso. Um regime muito drástico pode resultar em perda de massa muscular, falta de micronutrientes, queda de imunidade, de concentração e de rendimentos, entre outros problemas de saúde”, observa.
A dica de Asinelli para perder peso é diminuir em 20% a quantidade de comida em cada refeição. Mas quem está com obesidade ou sobrepeso precisa procurar ajuda médica.

Cuidado com os adoçantes – O médico explica que existem adoçantes bons e ruins. Os ruins são à base de aspartame e ciclamato, que são adoçantes sintéticos e devem ser utilizados com moderação (duas a três gotinhas). Os adoçantes considerados bons provêm da cana de açúcar e são à base de stévia e de sucralose. Eles não causam efeitos colaterais e podem ser aquecidos junto com os alimentos.
Mas o peso não deve ser a única preocupação. Outros fatores devem ser ponderados na avaliação da saúde: os níveis de gordura e de glicose no sangue. Para medir o risco cardíaco, os médicos observam ainda frações de colesterol, pressão arterial, peso e circunferência abdominal. Esta última é muito importante para identificar o diabetes e doenças cardíacas. “Se a pessoa não faz atividade física, acaba tendo acúmulo de gordura abdominal, que aumenta o nível de infarto, diabetes e até câncer”, afirma Asinelli.

Voltando à bolachinha – A nutricionista Lili conta que as bolachas recheadas e os chocolates servem para recuperar glicemia. “Não que a bolacha não seja boa, mas ela não deve ser consumida de forma isolada e em exagero”, diz. Segundo ela, esses alimentos são absorvidos rapidamente pelo corpo e o cérebro não registra que a pessoa se alimentou: “por isso é que é tão difícil parar na terceira bolacha! Além do mais, os alimentos ‘crock crock’ relaxam. E, principalmente no trabalho, sob tensão, a pessoa tende a querer mais e mais. Fica a dica da cautela!”, finaliza.

Veja abaixo mais materiais sobre alimentação saudável.

- Dez passos para uma alimentação saudável

- Teste como está sua alimentação
(Ministério da Saúde - Política Nacional de Alimentação e Nutrição)


- Alimentação no controle do colesterol
(Laboratório Pfeizer)

- Alimentação no controle da hipertensão
(Laboratório Pfeizer)

07/04/2011

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