Investigações que podem ser prejudicadas

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Conheça as principais investigações criminais do GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, coordenado pelo Ministério Público do Paraná – que podem ser prejudicadas, caso a PEC 37 seja aprovada.

Investigações feitas pelo MP-PR que podem ser prejudicadas com aprovação da PEC 37.

Até hoje, a sociedade brasileira sempre pôde contar com o apoio do Ministério Público em investigações nas quais era necessária uma ação em conjunto com a polícia ou um trabalho suplementar de apuração. Antes mesmo da Constituição Federal, casos como o do Esquadrão da Morte, só puderam ser esclarecidos com a participação efetiva do MP na apuração. Hoje, o Mensalão é um dos mais fortes exemplos da importância do poder investigatório do Ministério Público.
No Paraná, o Ministério Público foi protagonista em centenas de investigações criminais, entre as quais as relacionadas aos chamados Diários Secretos, os escândalos nas Prefeituras de Londrina (Ama-Comurb) e Maringá (caso Paolicchi), entre muitas outras, incluindo casos de desvio de comportamento e corrupção policial.


Confira abaixo alguns dos casos investigados pelo MP no último ano, somente por meio dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado:


CURITIBA
- Operação KARST - Tráfico de drogas - apreensão de 20 quilos de maconha, 3 quilos de crack, 22 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão, desarticulando assim 7 quadrilhas de traficantes de drogas com atuação em Curitiba e Região Metropolitana e ramificações no sistema prisional. Resultado de 5 meses de investigações do GAECO, em conjunto com a Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré.
- Operação WALLY - Homicídios, roubos e comércio de armas de fogo - 5 mandados de prisão temporária, 10 de busca e apreensão e 3 prisões em flagrante delito, envolvendo quadrilha responsável por pelo menos 8 homicídios. As prisões se deram em Colombo, Campina Grande do Sul, Quatro Barras e em Jacarezinho. Apontado como líder da quadrilha era um oficial da PM.
- Operação TOCA DO PEIXE - Desvio de dinheiro público - 30 mandados de busca e apreensão em 37 locais, incluindo a Câmara de Vereadores de Piraquara, casas de 9 vereadores e de 27 servidores, com o objetivo de reunir documentos para investigação sobre suposto desvio de dinheiro público na Câmara em benefício de parlamentares. Suspeita de que os servidores eram compelidos a repassar parte de seus salários aos vereadores, mediante empréstimos consignados ou repasse de valores líquidos, direto aos vereadores.
- Operação EPITÁCIO - Jogo do Bicho - 5 mandados de busca e apreensão cumpridos em Curitiba e Região Metropolitana (Escritório no Prado Velho, lotérica no Portão, 1 residência e 1 barracão no Boqueirão e 1 chácara em Bocaiúva do Sul). Apreensão de um total de R$ 158 mil, sendo 78 mil reais, 20 mil dólares e 15 mil euros.

MARINGÁ
- Operação MANDRAKE - Corrupção passiva e violação de sigilo funcional, corrupção ativa, estelionato e falsidade de documentos - 5 presos dos quais 3 policiais civis, mais 6 mandados de busca e apreensão. Trabalho conjunto com a Corregedoria da Polícia Civil e Núcleos do GAECO de Londrina, Foz e Guarapuava.
- Operação BOA VIAGEM - Falsidade documental, quadrilha - GAECO em parceria com GAECO-SP e 9ª SDP de Maringá, desarticulou esquema fraudulento para obtenção de visto americano, com cumprimento de mandados de busca e apreensão em 5 locais e mais dois endereços em São Paulo. Empresas estariam forjando comprovantes de bens e rendas em nome de usuários, visando demonstrar idoneidade financeira ou padrão de vida que convencesse agentes do Consulado Americano.
- Corrupção ativa - Denúncia contra 2 auxiliares de carceragem da DEPOL de Sarandi + 3 pessoas - propina ao então chefe de carceragem para presos usufruírem de regalias, como cela exclusiva, exercício de tarefas na cozinha.
- Descumprimento de ordem judicial - Denúncia contra delegado de Polícia e servidora de Ubiratã por descumprirem ordem judicial de afastamento cautelar de suas funções pelo fato de responderem a ação penal por violação de sigilo funcional e quebra de segredo de justiça.

LONDRINA
- Investigação sobre agentes da CMTU, que estariam anulando infrações de trânsito. Houve a apreensão de mais de 20 caixas com autos de infrações cancelados nos últimos cinco anos, visando apurar a irregularidade.
- Corrupção ativa e formação de quadrilha - Prisão em flagrante do ex-secretário de Governo de Londrina e representante da Cooperativa Regional de Coleta Seletiva e Reciclagem da Região Metropolitana de Londrina – Cooprelon. Propina para vereador para que votasse contrário à abertura de Comissão Processante contra o prefeito de Londrina no caso CENTRONIC.
- Quadrilha, falsidade ideológica, corrupção ativa, peculato, fraude à licitação, corrupção passiva e lavagem de dinheiro - Denúncia contra o então prefeito de Londrina, o prefeito que o antecedeu e mais 17 pessoas, sendo 6 ex-secretários municipais. Acusados do desvio (peculato) de R$ 3,8 milhões e pagamentos de propina no valor total de R$ 540 mil, a partir de irregularidades em 3 procedimentos licitatórios, incluindo a inexigibilidade de licitação nos anos de 2010, 2011 e 2012, na contratação para fornecimento de uniformes escolares, tênis e mochilas de empresas dos particulares denunciados.

- CASCAVEL

Operação PANDORA - Quadrilha, roubos, troca por drogas - 10 presos preventivamente + 1 adolescente apreendido, em Foz do Iguaçu e Guaíra. Armas e celulares apreendidos. Quadrilha de assaltantes da região de Palotina, presa, furtava e roubava, encapuzada e armada, veículos que eram trocados por drogas no estado de Mato Grosso.
Operação UANÃ - Quadrilha, roubos, troca por drogas - 18 mandados de busca e apreensão + 20 mandados de prisão, visando desmantelar quadrilha que atuava no roubo de veículos, casas e fazendas na região oeste do Estado. Recuperados veículos e objetos. Uma célula roubava os veículos, a segunda os escondia e a terceira levava os veículos para pagamento de drogas.

GUARAPUAVA
- Operações Hidra (2012) e Hidra II (2013): desbaratou quadrilha que teria sonegado mais de R$ 500 milhões, no Paraná, Santa Catarina e São Paulo, constituindo empresas ideologicamente falsas, com laranjas nos quadros societários, em prejuízo do Fisco, credores e bancos. As investigações realizadas pelo GAECO de Guarapuava ocorreram entre 2008 e 2013 e culminaram com a denúncia de mais de 50 pessoas e no sequestro/apreensão de bens móveis e imóveis dos investigados avaliados em aproximadamente R$ 15 milhões.

- Operação Fantasma: investigação do GAECO de Guarapuava que desvendou esquema de nomeação de assessores fantasmas na Câmara de Vereadores de Guarapuava, subsidiando ações penais e ações civis públicas de responsabilização por atos de improbidade administrativa contra 18 (dezoito) pessoas. Apurou-se que o então Presidente da Câmara de Vereadores, Ademir Strechar, nomeava assessores que não desempenhavam nenhuma função, sendo que a remuneração paga com dinheiro público era dividida entre os 17 (dezessete) assessores fantasmas e Ademir. A investigação permitiu, ainda, a prisão em flagrante de Ademir Strechar, no gabinete da Presidência da Câmara, no momento em que recebia dinheiro, em 25 de outubro de 2011.


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