Criminal

12/09/2018

Primeiro caso de feminicídio levado a júri popular em Iporã, no Noroeste paranaense, resulta em condenação do réu a 20 anos e 3 meses de reclusão

O Tribunal do Júri de Iporã, no Noroeste paranaense, condenou nesta terça-feira, 11 de setembro, a 20 anos e 3 meses de reclusão um homem acusado da prática de homicídio com quatro circunstâncias qualificadoras (feminicídio, motivo fútil, emprego de meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima). Segundo as investigações, a vítima foi assassinada pelo simples fato de falar com outra pessoa no celular no momento do ataque.

O crime ocorreu em 13 de março de 2017, na zona rural de Iporã. O homicida, companheiro da vítima na época, utilizou um pedaço de madeira para atingir a cabeça da vítima, que recebeu vários golpes. No entendimento do Ministério Público, que atuou no júri por meio da Promotoria de Justiça da Comarca, o crime foi praticado por “razões da condição do sexo feminino, com violência de gênero”. A tese do MP foi acolhida pelos jurados.

Informações para a imprensa:
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